« dezembro 2005 |
Main
| março 2006 »
Piada contada hoje por Lenine, na conferência (ou melhor, bate-papo) que fez ao lado de Gerald Seligman:
Uma cobra cega esbarra num coelho cego. Os dois perguntam: "quem é você?" "eu perguntei primeiro", "não, fui eu" e discussão vai, discussão vem, eles decidem chegar a um consenso. "Vamos fazer o seguinte, a gente vai tateando o outro e tenta descobrir quem é cada um", resolveu a cobra. "Feito", respondeu o coelho. A cobra começa então tocar no coelho e disse "você é macio, tem orelhas grandes, nariz geladinho e um rabinho felpudo. Você é um coelho" "Acertou", falou o coelho, "agora é a minha vez". O coelho vai tateando a cobra: "Você é escorregadio, é viscoso, frio. Já sei!!!! Você é dono de gravadora!"
Depoimento que terminou se espalhando pelo Porto Musical, de autoria do paraense Ney Messias: "Uma audácia sonora e de idéias sem tamanho e a constatação de que, quando a cena local é criativa e inovadora, consegue passar por cima de limitações importantes como a falta de difusão local. O Brasil toca Pernambuco mais do que Pernambuco toca a si mesma. No Porto, Pernambuco toca... e se amplifica"
Muitas vezes eles são os centros das atenções. Em outros momentos, passam nas entrelinhas das conferências. E há aqueles que estão pela web para falar também do próprio Porto Musical. De uma forma ou de outra, eis então o ranking dos sites mais coletados entre o power point e o coffee break, so far:
Porto Digital, negócios, pessoas e cultura na base do Porto Musical
Womex, a base de curadoria do Porto Musical
Overmundo, Hermano Vianna deixando o pessoal abrir a boca
Wired, a revista
Calabash, centro americano de divulgação de world music
Estacion Tierra, músicas del mundo
Mondomix, outro centro de divulgação de world music, agora francês
Magnatune, como eles dissem: internet music without the guilty
Creative Commons, sobre propriedade intelectual
Bad Trip, com podcasts do Porto Musical

Rock in Rio 3, dia do show do R.E.M. e estávamos eu e duas amigas com uma camisa meio improvisada no Corel Draw com aquele gatinho do Napster e embaixo escrito assim: "Fuck Metallica". Uma mulher desconhecida, mas muito empolgada, vai atrás da gente e insiste que precisava de uma camisa igual àquela. Mandamos via e-mail a arte tosca do Corel Draw.
Cinco anos depois, na sala de imprensa do Porto Musical, Deborah aparece e nos encontramos novamente. Ela ainda tem a camisa do Napster, diz. Agora, no entanto, seu foco não está exatamente na propriedade intelectual, como muitos imaginam quando esbarram com algum advogado que, como ela, tem como maiores clientes artistas e, neste caso, músicos. Sua revolta se deve à entrevista que o dono da rádio Jovem Pan, o Tutinha, deu à revista Playboy deste mês. Bem, Tutinha, entre outras coisas, fala abertamente que só toca artista quando recebe, que se sente o cara mais temido e mais poderoso da indústria da música no Brasil, entre outras barbeiragens impublicáveis (aqui ao menos).
Deborah Sztajnberg, agora com sua apresentação em Power Point ao fundo, termina sua conferência com um pedido: que todo mundo visite o blog Movimento pelo Fim do Jabá ou mande um e-mail pra lista de abaixo-assinados: movimentopelofimdojaba@gmail.com. Para saber mais, podem dar uma lida sobre o projeto de anti-jabá do deputado Fernando Ferro nesta matéria do JB.
Em entrevista, eis suas indignações: "Está na hora de criminalizar essa conduta do jabá. Está na hora de botar o Tutinha na cadeia. Qual a diferença entre ele e o traficante de droga? Nenhuma. Todos fazem daquela coisa ilegal um 'jeitinho brasileiro'. E é por isso que estamos aqui no Porto Musical, pra lutar contra esse tipo de coisa. Porque são essas coisas que impedem que o Brasil seja respeitado. O povo fala que nós fazemos música direitinho, mas que não sabemos fazer negócio. Precisamos mais do que nunca de uma indústria séria",
Pergunto, "Você é otimista?"
Ela responde: "Todo mundo que tem que botar o seu bico na água pra apagar o incêndio. Eu sou uma das pessoas que está fazendo isso, e tem muita gente fazendo também".
Womex's director and anthropologist Christoph Borkowsky Akbar said today that Porto Musical is going the right way. Among other things, he talked about the importance of having Porto Digital as a basis for the event and the fact that Recife is indeed a great place for him to spend his Carnival (and many others seem to agree). Here's what he said:
"Porto Musical is something like Ready Steady Go (that UK TV show). The first year it was ready, this year we hope it will be steady, and next year it will go somewhere. This year we're trying to stabilize Porto Musical: people are coming back, certain things are improving, certain things are more difficult. But I think we're going in the right direction."
Hermano Vianna foi pra falar sobre o Overmundo, mas do lado de fora do Teatro Apolo, conversou um pouco sobre outro assunto bastante familiar às suas pesquisas: políticas de diversidade cultural. É tempo de tocar novamente no assunto, até porque, eis que estamos novamente às vésperas de mais um Carnaval "multicultural":
O EU E O OUTRO - "A palavra diversidade é usada tanto hoje que perde até seu significado. Acho que o problema é que o multiculturalismo, tal como ele é entendido nos Estados Unidos por exemplo, é de criar um mundo de guetos, em que você defende o que é seu. Fazendo uma análise da história do Rio de Janeiro, por exemplo, a produção cultural da cidade envolveu trocas entre mundos diferentes.
O livro que escrevi sobre o samba (O Mistério do Samba) é na verdade uma ode às trocas culturais, ao contato entre diferentes. Fico muito irritado quando dizem que só gay pode falar de gay, só negro pode falar de negro, só índio pode falar de índio. É muito enriquecedor quando você ouve pessoas que não são da sua cultura falando sobre sua cultura. Acho que sem mistura o mundo não anda. Separar atravanca as coisas.
Ao mesmo tempo, entendo quando o Racionais, por exemplo, aparece no Brasil com um discurso de valorização de um determinado aspecto da produção cultural brasileira, e coloca questões que não estavam no debate. Questões que, de certo modo, se você for analisar, são separatistas. É como se eles falassem "O Brasil até hoje valorizou a mestiçagem, mas a valorização da mestiçagem foi usada para o domínio dos brancos e para a guetificação dos negros e das favelas".
Mas não acho que a solução não é descartar a mestiçagem. A mestiçagem talvez tenha sido a proposta mais radical da cultura brasileira. Quando numa época em que ser mestiço era considerado um problema, Gilberto Freyre inverteu isso e criou esse orgulho de ser um povo mestiço. Isso nos valoriza demais, acho que é uma das coisas mais radicais que o Brasil já propôs pro mundo."
HISTÓRIA EM MOVIMENTO - Citando o historiador Paul Veyne - "Havia tantos vasos gregos no Mediterrâneo quanto hoje há garrafas de Coca-Cola nos oceanos do planeta hoje" - Vianna ainda falou o seguinte: "Não foi porque a Grécia teve o predomínio cultural no mundo mediterrâneo que as culturas mediterrâneas hoje são menos diversificadas. A forma como as pessoas usam Coca-Cola aqui no Brasil e na Tailândia será sempre diferente. A pessoa que confia em sua cultura não precisa se defender de nada externo, como se faz na França, por exemplo."
NOVO PARADIGMA? "Acho que as pessoas já deixaram de esperar que a grande gravadora venha salvá-las, e criaram o funk no Rio de Janeiro, o brega no Pará que, por sua vez, influenciou diretamente a criação de um tecnobrega aqui em Pernambuco. Esses canais de comunicação paralela estão sendo criados. A internet deu as ferramentas mais eficazes. Mas a gênesa da internet está nas pessoas formadas pela contracultura, pelo situasionismo francês em 68."

Ele veio, frevou (ao lado de João Paulo e Peixe), falou da Popkomm, tergiversou, abraçous fãs, aquela coisa toda. Mas antes disso tudo, em uma espécie de coletiva (espécie porque ninguém, nem o próprio Gil, entendeu o porquê do evento), o ministro terminou falando uma coisa muito importante na ainda improvisada sede da Regional do Minc no Recife, coisa essa citada entre referências a Bordieu na conferência de José Carlos Cavalcanti na manhã da segunda: Indústrias Criativas. Ou melhor, Centro Interacional de Economia Criativa.
Vejamos o que ele antecipou desse grande centro:
"Nós estamos criando o Centro Interacional de Economia Criativa pra contemplar um pouco mais definitiva e consolidadamente a questão da dimensão econômica da cultura. De colocar cultura como produção, como geração de emprego, como geração de divisas, como exportação de produção brasileira... Uma das idéias é de que esse centro já tenha no seu desenho inicial uma configuração criativa. Ele já deve se beneficiar da capacidade de interação em rede. É preciso que o centro que tenha uma sede, digamos virtual, na Bahia. Mas é preciso que além de sua sede virtual na Bahia ele tenha nodos importantes em outros lugares do Brasil. Que tenha um nodo no Rio de Janeiro, onde o BNDS tem sede. É preciso que ele tenha um ponto no Recife também, por exemplo, onde iniciativas como a do Porto Musical já dão a Pernambuco uma característica importante de abastecedor do centro, com idéias, com programas, etc. O Porto Musical pode ser fundamental pro trabalho que o Centro da Economia Criativa vai ter no mundo, pra subsidiar o programa exportações junto à Apex, junto ao ministério da indústria e comércio, na transversalidade governamental, junto a outras instituições, enfim... "
Resumindo: trata-se de um centro (termozinho esquisito ao conceito de rede) ligado a vários pontos, de onde o Brasil irá emitir irradiações culturais (a tergiversar também...) para dentro e para fora do país. Não dá para dizer exatamente como isso vai funcionar, mas já se sabe que além da Bahia e do Rio de Janeiro, quem manifestou sua participação nesse projeto é o pólo de design e moda de São Paulo. Pernambuco ainda nada.
obs.: o crédito da foto lá em cima é do pessoal do Informar.
Trabalhando agora pro MinC, Sérgio Sá Leitão disse que a parceria entre o ministério e o IBGE está naquela fase em que o governo vai identificar quais os elementos da cultura que ele quer identificar no próximo grande censo. Paralelo a isso, o MinC está encomendando pesquisas sobre o mercado da música, o mercado audiovisual e um estudo da economia do entretenimento presencial que, em outras palavras, significa tudo aquilo gerado a partir de shows e eventos de contato direto entre artista e público. Ou seja, é a economia que vai do cara no microfone até o moço com uma caixa de isopor na cabeça vendendo cerveja no meio da platéia. Dados que, finalmente, darão uma luz, ou talvez ainda apenas uma meia-luz, sobre a economia da cultura no Brasil.
E a respeito do potencial que esta tem em transformar o país, Sérgio disse o seguinte em conversa lá na Torre Malakoff:
"Uma das formas de você pensar o desenvolvimento de um país é olhar para ele e ver o que é não foi aproveitado da maneira que podia. O que é que tem ali que é uma coisa latente e evidente e que, com um pouco de esforço e articulação, você consegue dar um impulso muito grande? Esse é o caso da cultura no Brasil. A cultura brasileira é um ativo inexplorado que talvez seja comparável aos minérios e ao petróleo que nós temos. A cultura brasileira é isso, tem uma riqueza fantástica muito pouco usada e desenvolvida. A gente pode imaginar que entre os dois ou três setores da economia brasileira que podem ser os propulsores de um novo projeto de desenvolvimento do país no século 21, processo esse que pode levar o Brasil finalmente a deixar de ser o país de um futuro que nunca se realiza, a cultura e as atividades econômicas ligadas à cultura estão nesse meio".
Conversa em banquinho de madeira com Jerome Vonk, presidente da Associação Brasileira de Música Independente (ABMI):
CONTATOS IMEDIADOS - "Música sempre foi uma coisa que você consumiu por referência de alguém. Se você parar pra pensar, raramente você fez uma descoberta expontânea. Então sim, acho que o contato direto é uma coisa extremamente importante. Veja você que a bandas de rock'n'roll dos Estados Unidos têm todas a mesma estratégia de marketing: elas saem fazendo uns três, quatro, cinco meses de shows on the road. Elas montam primeiro a base de fãs, depois vão montar o disco. Porque sabem que esses fãs levam o disco pra frente.
CONTATOS APLICADOS - "Como é que a ABMI pode fazer isso? A ABMI age numa linha do coletivo, e não do competitivo. Nós temos uma idéia agora que é de fazer um podcasting com música brasileira. Programas prontos pra qualquer um no mundo pegar e escutar num programa de rádio. E é preciso medir isso. A gente acredita muito nessa coisa da mensuração. E eu acho que é um networking, é um p2p que vai movimentar o mercado daqui pra frente, com certeza."
Starting with Brad Powell conference, the one in which someone said that Calabash.music could soon be called the Independent Music's Google. The idea sounds great (and melodic), but Brad main focus is not yet climbing Google's path. Instead, he wants people to understand that there are many other ways to reach a peak. And to introduce the gate to these high ways, he gave us a link: Chris Anderson article about The Long Tail.
Later that morning, Brad talked to me and said: "Giving it away for free allows the audience to make the music familiar to someone who wouldn’t necesseraly buy it. The average online music fan wants to learn from another user more than anyone else. The way to sell music is not to sell it. The challege now is for musicians to develop their own fan pages and to develop a very good relation with fans so that they’re the ones who will come on to their sites and say “Hey, you know what? My favorite artist is this one!” And Bang!
Imagine Alice do País de Harry Potter. Agora imagine Alice, que na verdade se chama Harry, em um lugar onde ninguém consegue distinguir ciência de magia, onde se pode viajar para dentro do espelho, ver chuvas de peixe, enfim, todo um enredo que mesmo os seus mais ousados sonhos não conseguiram escrever. Essa é a base do livro Master of Space and Time, de Rudy Rucker. Agora apague o que você visualizou e veja Daniel Clowes pegando esse livro de Rucker enquanto fala ao telefone com Michel Gondry. Ponto.
Vírgula: e antes que você fique mais confuso: Clowes = o artista mais criativo e crítico hoje nos quadrinhos americanos, autor de Como uma luva de veludo moldada em ferro (Conrad Editora) e Ghost World (que foi adaptado para o cinema com uma Scarlet Johansson bem novinha). Gondry = diretor dos melhores videoclipes do Chemical Brothers, Bjork, mais conhecido pelo filme Eterno brilho de uma mente sem lembranças.
Dois pontos: são dois gênios, Gondry e Clowes. Um irá dirigir o filme, o outro irá roteirizar a história. E podem anotar que Master of Space and Time vai ser o-que-há-de-mais-moderno no reino da fantasia. Resta saber qual a editora brasileira que irá adquirir logo os direitos de publicar o livro em português. Dou-lhe uma, dou-lhe duas...

*O crossover anunciado no ano passado entre Batman e O Espírito de Will Eisner (o personagem, não ele) deve chegar às comicshops americanas no próximo verão, ou seja, meio do ano. O título é de Jeph Loeb e Darwyn Cooke. A história se passará em uma moderna Central City, onde O Espírito terá que enfrentar novos e velhos fantasmas.
*A série Planetary, que aqui no Brasil é publicada pela Devir, tem número para terminar. Será na edição #27, contagem de lá dos EUA.
* O Dossiê Negro da Liga Extraordinária (ou Liga dos Cavalheiros Extraordinários) sai este ano nos EUA e cobre todo o passado secreto dos gentlemans (e da lady) em questão. Começa com a primeira liga e chega até os anos 50 do século passado. Imagina-se 185 páginas de novas histórias. E por falar na obra de Alan Moore, a avant-premiere de V de Vingança em Berlim foi, até agora, um grande SUCRESSO, com r mesmo.

O NY Times desta semana publicou uma extensa matéria sobre a editora Tokyoshop, a maior nos Estados Unidos em produção. O texto fala de como grandes empresas estavam de olho grande na distribuição dos títulos da Tokyoshop. O fato é que, a despeito de todo o histórico curricular dessas super-hiper-mega distribuidoras de livros (HarperCollins, Simon & Schuster e o Time Warner Book Group estavam no meio da competição), quem ganhou os direitos de distribuir os mangás foi uma empresa que surgiu no ano passado.
E aí poderíamos passar parágrafos sem fim discutindo a nova forma de distribuição que está em teste nos EUA, mas importante mesmo é saber que, sim, todo esse auê em torno da Tokyoshop se deve ao fato de que, o gênero dos quadrinhos japoneses é uma das poucas coisas que ainda faz o mercado editorial americano mostrar seus dentes de alegria.
As HQs inspiradas na tradição japonesa se tornaram tão populares nos EUA que no mês passado entrou em circulação, em 30 jornais do país, uma tira de mangá. Na terra dos super-heróis, de Snoopy, e de quase todas as tiras estrangeiras que a gente conhece. Imagina só uma tira de mangá distribuida nacionalmente e diariamente. A depender do sucesso dos mangás no Brasil, dá até para imaginar que algo semelhante possa acontecer desse lado sul do hemisfério. Será?

Superman, o próprio, deu as caras. Quando os mais otimistas esperavam 'apenas' Bryan Singer na coletiva programada para a WonderCon, eis que surge ao seu lado Brandon Routh. Juntos, Superman e seu mestre, responderam a uma bateria de perguntas de jornalistas-e-fãs que, claro, entre outras coisas perguntaram: 1) o filme extrapolou mesmo o limite de dinheiro? 2) Como Singer elegeu Rough como o escolhido? e 3) Por que diabos esse menino tem a cara de alguém que acabou de sair dos anos 60?
Respostas:
1) "Algum idiota escreveu em algum lugar que o filme custou U$ 250 milhões, o que é a coisa mais absurda que eu já ouvi. O filme foi orçado em U$ 184.5 milhões e vai provavelmente subir esse valor com os adicionais variáveis que sempre acontecem em um filme do porte de 1400 efeitos especiais, mas ainda assim será menos de U$ 200 milhões", disse Singer.
2) Aquela coisa de sempre. O rapaz fez o teste, Singer viu, gostou e decidiu conversar fuça-to-fuça (como diria uma amiga) com Routh. Os dois se curtiram e a partir daí foi só amor - creio que Brokeback está tomando conta da minha cabeça...
3) Não, infelizmente, ninguém respondeu a essa pergunta porque ninguém teve a coragem de saber que, na verdade, Brandon Routh deve ter aparecido de uma máquina do tempo com aquela carinha tão saudável, tão linda e tão, tão, tão... antiga.

Há pouco menos de um mês os agentes 007 do AICN revelaram a primeira imagem de uma produção top secret do cinema: as filmagens dos Fabulosos Furry Freak Brothers! E a imagem aí de cima saiu esta semana no site, novinha em folha. A foto foi enviada pelo próprio diretor do longa, Dave Borthwick. A história está sendo filmada em massinha, naquela mesma técnica usada por Wallace & Gromit e A Fuga das Galinhas. Será a animação mais cool de todos os tempos, até porque não é todo dia que você tem aquelas massinhas lindas, fofas e meigas queimando tudo até a última ponta e enfrentanto uma conspiração do governo americano para controlar o mercado da marijuana. Esperamos todos que Fat Freddy, Phineas e Freewhelin Franklin se saiam bem dessa sem danos aos ditames morais da digníssima e chapadíssima contracultura.
*SPOILER* Pessoas que estão assintindo a Lost nesta primeira temporada da Globo, ignorem esta mensagem: Michelle Rodriguez, que além de ser a pior atriz a ter pisado no Havaí, é conhecida por beber demais e falar besteira demais, está prestes a arrumar sua malinha off the island e, portanto, off da segunda temporada de Lost. O jornal US Weekly publicou a seguinte frase de um 'insider' que, naturalmente, não quis se identificar: "The producers are fed up with the fact that she barely shows up on the set and is always in a bad mood"
Veja aqui fotos novas das filmagens de V de Vingança.
Novos rumores sobre Homem-Aranha 3, desta vez envolvendo Venom, uma seqüência em que ele e o Homem-Aranha estão vestindo preto e a possibilidade do aracnídeo estar com um uniforme de simbionte. Mas tudo parece ser mesmo fofoca para aguçar os fãs, coisa que eles sempre conseguem, claro.
Deus castiga aqueles que voltam seus olhos contra ele, quaisquer que sejam seus nomes, suas línguas e seus ‘Deus’. Mas nenhuma punição divina deve ser maior do que aquela construída pelo próprio homem, em nome de seu mais distinto atributo: a diferença entre ele e o outro. É em nome da diferença que, durante os últimos dias, o mundo explodiu novamente em raiva graças dessa vez a alguns desenhos, cartuns publicados em um jornal dinamarquês. Os cartuns exibiam imagens que satirizavam a religião islâmica, em vários aspectos, sob vários ângulos.
Para resumir os eventos que aconteceram na última semana em função desses cartuns: quatro pessoas morreram no Afeganistão, embaixadas foram queimadas na Síria e no Líbano, um padre católico pode ter sido morto na Turquia em função disso, um editor de um jornal da Jordânia, Jihad Momani, foi demitido porque republicou os cartuns, protestos correram por toda a Europa, particularmente na França e, agora a notícia que chega é que irão fazer um concurso entre os muçulmanos para ver quem faz a ‘melhor’ charge sobre o massacre dos seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial.
E os debates que surgem agora parecem se resumir à liberdade de imprensa versus o respeito pelas religiões. Mas nada disso se trata de um ou dez cartuns. Não se trata de poder ou não publicar um desenho. Poder, aliás, é um substantivo-verbo que provoca, ele mesmo, a asfixia de nada mais poder. Mas liberdade de imprensa não é o foco neste caso.
O foco é como, a partir de desenhos e, portanto, da utilização de símbolos visuais, o mundo começa a se queimar pelas beiras de um grande e imenso papel de versos mal-escritos, linhas tortas caligrafadas não por Deus, mas pelos homens que criaram políticas de tolerância. A tolerância, como o nome indica, não compartilha e não se vê unívoca. Ela tolera, divide e, assim, distingue o bom do mau, o muçulmano do judeu, o negro do branco, o oriente do ocidente e a lista, infelizmente, não tem fim.
O embate entre imprensa e religiões é uma ponta de um iceberg que parece cada vez mais próximo de bater de frente com a proa desse enorme Titanic que é o mundo, dividido em vários compartimentos: cabine dos comandantes, primeira classe, segunda classe, terceira classe e, por fim, a turma do quarto das máquinas, que abastecem de combustível a navegação dos homens.
Para ver os cartuns em questão, acesse aqui. Para ler mais sobre o assunto (em inglês), sugiro uma olhada no Comics Reporter.
A partir de março chega às livrarias Lovecraft, de Hans Rodionoff e capa de Enreique Breccia. O título é da Vertigo e mistura ficção científica com bizarrices expelidas em pesadelos mui estranhos. Tem também Astro City, com introdução de Neil Gaiman, Preacher com 200 páginas, Fábula volume 2 (agora com o tema "a revolução dos bichos", nada a ver com Orwell) e...
INCAL, de Moebius e Alexandro Jodorowsky. Uma edição especial, bom ter Moebius de volta.
E mais ("ligando agora você ganha"...): Authority, edição equivalente aos números 9 a 16 da revista e edição especial da Luluzinha, histórias clássicas em preto-e-branco.

Primeiro então a lista da Conrad, de fevereiro a março (apertem os cintos):
O Derrotista, de Joe Sacco, coletânea de tiras políticas que ele fazia antes da série 'conflitos internacionais'; Sandman, Estação das Brumas, encadernadinha, capa dura, tudo colorido, enfim, aquele xuxu de edição; Garotas de Tóquio (esse na verdade é o título de uma das sete histórias do livro), de Fredéric Boilet (o mesmo que escreveu o maravilhoso Espinafre de Yukiko); Bórgia, volume 2 (finalmente!), de Milo Manara; Buda, as duas últimas edições (13 e 14), de Osamu Tezuka e, do mesmo Tezuka, a editora lança em maior Adolf.
Pausa para um breve comentário de Adolf: Adolf Ni Tsugu é o título original da série que, no Japão, saiu em cinco edições. Tezuka parte de três personagens com o mesmo nome: Adolf Kaufmann, filho de um diplomata alemão e uma japonesa, Adolf Kamil, filho de padeiros judeus e, claro, Adolf Hitler, que dispensa apresentações.
Ainda pela Conrad sai em maio ou junho a história de Lady Snowblood, roteiro de Kazuo Koike e arte de Kazuo Kamimura. É uma história de uma menina que promete vingar a morte de sua família. Sim, há quem diga que foi essa obra que deu o impulso final a Tarantino criar sua masterpiece com a saga de Beatrix Kido.
A Pixel Media, a nova editora de quadrinhos do mercado, deve publicar nos próximos meses alguns dos títulos mais cools da Dark Horse. Entre eles: Nexus, de Mike Baron e Steve Rude. Entre os novos álbuns brasileiros, a Pixel anuncia a publicação de Big Bill, de Wander Antunes. Daqui a pouquinho, mais novidades para os próximos meses da Conrad, Devir e da própria Pixel.

Tá chovendo prêmio na horta de Wallace & Gromit! Ontem, no Annie Awards, prêmio do cinema de animação, a dupla ganhou em todas as categorias principais em que concorreram, incluindo naturalmente melhor filme. E olha que tinha categoria em que o filme praticamente só concorria com ele mesmo. Já viu que no Oscar não vai ter nem graça...
A conferência de quadrinhos de São Francisco divulgou suas principais atrações ontem. A WonderCon começa na próxima sexta, dia 10. Vai ter lançamento do DVD de Mirrormask (sim, o longa-metragem de Neil Gaiman e Dave McKean que já está naquele seu torrent files site predileto), um documentário que a Pixar fez sobre seu próprio sucesso (aham, lá se vão 20 anos aprendendo e ensinando a fazer animação) e debate com Bryan Singer, ele mesmo, falando da estréia de Superman Returns no meio do ano. Ainda tem Frank Miller e Kevin Smith. Estrela pouca é bobagem.

Taí uma pergunta difícil: qual o mais romântico dos casais nos quadrinhos? Quem colocou todo mundo à prova com essa santa dúvida Batman foi o pessoal do site Sequential Tart. Resultado: algumas dezenas de quadrinistas usaram do seu melhor acervo afetivo para dar as respostas mais coerentes, ou nem tanto.
As mais óbvias foram: Super-Homem e Mulher Maravilha, Super-Homem e Lois Lane, Peter Parker e Mary Jane (houve quem colocasse Peter e Gwen Stacy), Elektra e Demolidor, e por aí vai.
Agora, as melhores respostas: Calvin e Hobbes, Wolverine e Hulk (essa quem deu foi Terry Moore, autor de uma das melhores séries EVER, Estranhos no Paraíso), Alan Moore e Dave Gibbons ("they were very romantic about what they could accomplish in comics", segundo Jai Nitz) e, claaaaaaaaro: Batman e Robin (que ganharam três votos!).
Minha humilde opinião: faltou aí Neil Gaiman e Dave McKean, feitos um-pro-outro.

Alguns chamaram de "surpresa", outros até de "injustiça", mas a bem da verdade, as palavras que correram pelos poderosos estúdios da Walt Disney Feature Animation e da DreamWorks esta semana foram as mais infames possíveis. O pessoal tá irritado com as indicações para os finalistas em melhor filme animação do Oscar, divulgados na última terça-feira. Tudo porque Chicken Little (Disney) e Madagascar (Dreamworks) ficaram de fora de uma lista que, sinceramente, reconheceu as melhores histórias (por um acaso, todas desenvolvidas à mão, sem ajuda do amigo-software): O Castelo Animado, Wallace & Gromit, a batalha dos vegetais (esse tem co-produção da Dreamworks) e A Noiva Cadáver. O primeiro com os desenhos es-ton-te-an-tes de Hayao Miyazaki e os dois últimos com a ténica da massinha.
Mas, como nem tudo é assim tão ruim na vida dos poderosos estúdios acima citados, neste sábado acontece lá em Hollywood o Annie Awards, o Oscar da animação. E, claro, o galinho míope e os rebeldes do zoológico estão entre os finalistas (ao lado dos outros três finalistas do Oscar). E para quem já começou a preencher os bolões do Oscar, dica: no Annie, Wallace & Gromit são campeões de indicações: 16 no total!
Tudo começou com a leitura da enorme edição que a Opera Graphica lançou sobre o centenário da revista O Tico-Tico. Às 11h, hora da cabine de Memórias de uma Gueixa. Pouco tempo depois, outra cabine, dessa vez a do filme francês Reis e Rainhas. Saldo final: duas horas e meia dentro de um Japão que fala inglês e só tem atores chineses; mais duas horas dentro de uma forçada verve existencial francesa, e duas horas revivendo o começo do século 20 no Brasil. Entre japoneses, americanos, chineses e franceses, só se salvaram os brasileiros, que fizeram a mais luxuosa edição já vista sobre a memória dos quadrinhos brasileiros. Excesso de ficção em um só dia pode causar tontura, mas tem lá seus benefícios.
I’ve trained it once or twice. Actually, I have gained some kind of stage experience over the last...let’s say 10 years of my juvenile life, practicing the most quivering moment of a film director’s life (I’m no stupid imagining myself beating Meryl Streep or, worse, poor Lauren Bacall): reading my “thanks to everybody” speech while forgeting the name of my beloved agent right in front of Clint Eastwood, who would be obsviouly giving Mr. Naked Golden Statue to me. But, here I am, searching for something new in The Guardian, when one of those which-type-of-something-are-you-quiz (love them all) bump into my eyes: “are you an Oscar winner or loser? Try our quiz and find out”, I couldn’t be more excited. So there I go, trying to do my best to answer the questions in a proper way and bang! I score 30! What does it means? Means “Gallant nominee. You clearly know your way around the Oscar minefield and have launched your campaign on the back of a prestige project. That said, you're still too wet behind the ears, and too much of an unknown quantity for the Academy voters. Prepare to smile and clap graciously when another name is called”. Dammed. Guess I’ll have to focus to the Golden Globes next year. Hope Barbra will be there to see it.
|
|