De olhos bem abertos!

O NY Times desta semana publicou uma extensa matéria sobre a editora Tokyoshop, a maior nos Estados Unidos em produção. O texto fala de como grandes empresas estavam de olho grande na distribuição dos títulos da Tokyoshop. O fato é que, a despeito de todo o histórico curricular dessas super-hiper-mega distribuidoras de livros (HarperCollins, Simon & Schuster e o Time Warner Book Group estavam no meio da competição), quem ganhou os direitos de distribuir os mangás foi uma empresa que surgiu no ano passado.
E aí poderíamos passar parágrafos sem fim discutindo a nova forma de distribuição que está em teste nos EUA, mas importante mesmo é saber que, sim, todo esse auê em torno da Tokyoshop se deve ao fato de que, o gênero dos quadrinhos japoneses é uma das poucas coisas que ainda faz o mercado editorial americano mostrar seus dentes de alegria.
As HQs inspiradas na tradição japonesa se tornaram tão populares nos EUA que no mês passado entrou em circulação, em 30 jornais do país, uma tira de mangá. Na terra dos super-heróis, de Snoopy, e de quase todas as tiras estrangeiras que a gente conhece. Imagina só uma tira de mangá distribuida nacionalmente e diariamente. A depender do sucesso dos mangás no Brasil, dá até para imaginar que algo semelhante possa acontecer desse lado sul do hemisfério. Será?









