Porto Musical - Economia da cultura
Trabalhando agora pro MinC, Sérgio Sá Leitão disse que a parceria entre o ministério e o IBGE está naquela fase em que o governo vai identificar quais os elementos da cultura que ele quer identificar no próximo grande censo. Paralelo a isso, o MinC está encomendando pesquisas sobre o mercado da música, o mercado audiovisual e um estudo da economia do entretenimento presencial que, em outras palavras, significa tudo aquilo gerado a partir de shows e eventos de contato direto entre artista e público. Ou seja, é a economia que vai do cara no microfone até o moço com uma caixa de isopor na cabeça vendendo cerveja no meio da platéia. Dados que, finalmente, darão uma luz, ou talvez ainda apenas uma meia-luz, sobre a economia da cultura no Brasil.
E a respeito do potencial que esta tem em transformar o país, Sérgio disse o seguinte em conversa lá na Torre Malakoff:
"Uma das formas de você pensar o desenvolvimento de um país é olhar para ele e ver o que é não foi aproveitado da maneira que podia. O que é que tem ali que é uma coisa latente e evidente e que, com um pouco de esforço e articulação, você consegue dar um impulso muito grande? Esse é o caso da cultura no Brasil. A cultura brasileira é um ativo inexplorado que talvez seja comparável aos minérios e ao petróleo que nós temos. A cultura brasileira é isso, tem uma riqueza fantástica muito pouco usada e desenvolvida. A gente pode imaginar que entre os dois ou três setores da economia brasileira que podem ser os propulsores de um novo projeto de desenvolvimento do país no século 21, processo esse que pode levar o Brasil finalmente a deixar de ser o país de um futuro que nunca se realiza, a cultura e as atividades econômicas ligadas à cultura estão nesse meio".









