Porto Musical - O centro e a rede

Ele veio, frevou (ao lado de João Paulo e Peixe), falou da Popkomm, tergiversou, abraçous fãs, aquela coisa toda. Mas antes disso tudo, em uma espécie de coletiva (espécie porque ninguém, nem o próprio Gil, entendeu o porquê do evento), o ministro terminou falando uma coisa muito importante na ainda improvisada sede da Regional do Minc no Recife, coisa essa citada entre referências a Bordieu na conferência de José Carlos Cavalcanti na manhã da segunda: Indústrias Criativas. Ou melhor, Centro Interacional de Economia Criativa.
Vejamos o que ele antecipou desse grande centro:
"Nós estamos criando o Centro Interacional de Economia Criativa pra contemplar um pouco mais definitiva e consolidadamente a questão da dimensão econômica da cultura. De colocar cultura como produção, como geração de emprego, como geração de divisas, como exportação de produção brasileira... Uma das idéias é de que esse centro já tenha no seu desenho inicial uma configuração criativa. Ele já deve se beneficiar da capacidade de interação em rede. É preciso que o centro que tenha uma sede, digamos virtual, na Bahia. Mas é preciso que além de sua sede virtual na Bahia ele tenha nodos importantes em outros lugares do Brasil. Que tenha um nodo no Rio de Janeiro, onde o BNDS tem sede. É preciso que ele tenha um ponto no Recife também, por exemplo, onde iniciativas como a do Porto Musical já dão a Pernambuco uma característica importante de abastecedor do centro, com idéias, com programas, etc. O Porto Musical pode ser fundamental pro trabalho que o Centro da Economia Criativa vai ter no mundo, pra subsidiar o programa exportações junto à Apex, junto ao ministério da indústria e comércio, na transversalidade governamental, junto a outras instituições, enfim... "
Resumindo: trata-se de um centro (termozinho esquisito ao conceito de rede) ligado a vários pontos, de onde o Brasil irá emitir irradiações culturais (a tergiversar também...) para dentro e para fora do país. Não dá para dizer exatamente como isso vai funcionar, mas já se sabe que além da Bahia e do Rio de Janeiro, quem manifestou sua participação nesse projeto é o pólo de design e moda de São Paulo. Pernambuco ainda nada.
obs.: o crédito da foto lá em cima é do pessoal do Informar.









