RAL ou REAL?
Lembro que em uma das primeiras reuniões da Acape (Associação dos Cartunistas de Pernambuco) estava lá Ziraldo. Mas essa história não tem nada a ver com Ziraldo (pelo menos não diretamente). O fato é que nessa reunião, como em outra que pude acompanhar, por um momento o assunto era um cara chamado RAL (as maiúsculas vêm da ênfase dada ao personagem), alguém que desde que comecei a escrever sobre quadrinhos e cartum, vinha à tona em uma ou outra entrevista. RAL isso, RAL aquilo, RAL o melhor de todos, RAL onipresente e onisciente. Deus, enfim. Mas cadê RAL? “Ahhnnn, ele não aparece”. O cara que era a grande referência para o cartum, os quadrinhos e o humor gráfico em Pernambuco, o que havia desenhado no Pasquim (de Ziraldo...) em seus anos mais ativos, andava sumido e, hoje, entendo o quanto: afinal de contas, nem no Google ele está!!! Experimente colocar a palavra RAL ao lado de uma variação de outras palavras como “cartunista” ou “Pernambuco” e vai entender que RAL aqui é um erro que você cometeu para “querer dizer” REAL. Mas RAL é REAL?
O fato é que ele É sim, e estará na nona edição do Festival Internacional de Humor e Quadrinhos de Pernambuco como grande homenageado do evento. Hoje pela manhã, em um encontro inédito na minha vida, eu pude conhecê-lo pessoalmente. E pedi um auto-retrato. No que ele prontamente (num piscar de olhos) fez a imagem abaixo. Foto da lenda? Pode abrir o JC desta terça para ver. Aqui no blog, eu prefiro ficar com a versão iReal.










