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setembro 21, 2007

Boas idéias vão pro esgoto! E isso é ótimo!

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Para ver os trabalhos que estão em São Paulo e conhecer mais sobre o projeto 6emeia, clique aqui.

setembro 20, 2007

FIHQ - Algumas palavras de Baptistão

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Naturalmente, ele é o da seta....a foto foi postada esta semana no próprio blog de Baptistão, responsável por uma das exposições mais bonitas do FIHQ.

"Eu não sei fazer graça. A minha caricatura eventualmente pode ter graça, mas eu não sou um cara engraçado, não tenho um humor natural."

"O blog permite que as pessoas entrem e comentem. É um termômetro que eu tenho no meu trabalho que eu nunca tive. Ninguém escreve pra um jornal pra comentar um desenho."

"Eu trabalho mais em cima de fotos. Pelas fotos eu já vejo pra onde que eu vou puxar. Mas independente de aumentar um nariz, aumentar um queixo, eu tenho que captar a personalidade do caricaturado."

Referências hoje para os caricaturistas brasileiros:

"Dálcio Machado, Gilmar Fraga, Fernandes, tem uma série, não vou lembrar de todos."

A entrevista completa sai, em breve, no Jornal do Commercio.

setembro 19, 2007

Quote of the week

"They though they had met the enemy. They thought they had seen evil. They thought WRONG. Season 4. Defend the Island or DIE"

Promo sem áudio e com qualidade sofrível aqui.

Gadgets and stuff

iSlide: um momento Marty McFly em sua vida.
O celular mais caro do mundo (e possivelmente o mais feio também)
Geekpedia, o novo 'must see' da Wired

Política e mangá

Alguns sites andam falando por aí que a possibilidade de Taro Aso assumir o posto de Primeiro Ministro do Japão está fazendo as ações do mercado de mangás subirem em até 70%. Isso porque Aso é um fã assumido do mangá e foi o criador do Prêmio Internacional de Mangás. O que esses textos estão esquecendo é que Aso não é exatamente o cavalo favorito nessa corrida: nesta segunda, a imprensa internacional apontou Yasuo Fukuda como o mais provável homem a assumir ao posto mais alto da política japonesa.

setembro 18, 2007

Ground control to Comics Artists

A editora Fantagraphics convidou alguns quadrinistas para desenharem o cara que consegue ser mais pop que a sopa Campbell: David Bowie

Essa daqui é de Bryan Lee O'malley
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E essa é de Charles Burns
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Todas as imagens aqui.

Clowes em Mister Wonderful

Uma "funny page" de Daniel Clowes em pdf, no NY Times.
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setembro 17, 2007

FIHQ - Eis Rodrigo Rosa

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A quem interessar possa

Moon e Bá atualizando o blog do Recife (ou de Porto de Galinhas, quem sabe...)
Someone had to do Steve Ditko justice
Tudo sobre os mangás mais vendidos nos Estados Unidos (e sobre como eles estão devorando o país tal qual Godzilla!)

FIHQ - O melhor trabalho de todo o salão

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A crítica na parede

Na entrevista que fiz semana passada com Moon e Bá, perguntei a eles sobre o que achavam da crítica de quadrinhos aqui no Brasil e pedi uma nota a essa crítica, no que eles me responderam:

Fábio:
De zero a dez, cinco. São bem intencionados, são apaixonados por quadrinhos, mas falta profundidade.
Bá: De zero a dez, 3. Primeiro, é difícil ter uma crítica de uma produção tão pequena. Outro porque, na maioria, os críticos são fãs e muitas vezes perdem o olhar crítico da essência mesmo da história ou da técnica. O que se vê por aí são resenhas, resumos. Pouca coisa aprofundada mesmo.

Ainda levantando o debate (no qual e e outros estamos na berlinda), hoje, o Newsarama postou o seguinte:

Time for another roundtable! For this edition, I thought we’d examine an issue somewhat related to the last discussion: Why don’t comics critics talk about the art?

That seems to be one of the consistent complaints regarding comics critics these days. That, whether due to lack of the proper vocabulary or art background, laziness, or just plain ignorance, most comic reviews seem to focus exclusively on a book’s dialogue, plot or general written elements, and avoid mentioning the art work as much as possible.

I’m not 100 percent sure that’s true. I can think of a number of critics, online and off, that intelligently and effectively discuss the art work when reviewing a particular comic or artist’s ouevre.

On the other hand, if I’m being be honest, it’s not like I myself am some paragon of reviewing virtue. I have easily and on more than occasion struggled to come up with words in an attempt to articulate a particular artist’s style or method. And certainly, when space is tight (as it frequently can be when you’re writing for print), I will more often focus on what the book is about rather than how it goes about its business.

Para ler o debate completo, clique aqui.

FIHQ - programação de palestras

Todas serão no Oi Kabum! (Rua do Bom Jesus, 147, Bairro do Recife), às 19h

Hoje: Fábio Moon e Gabriel Bá (SP) – artistas produtores de HQs no Brasil e exterior

Quarta: O Humor Gráfico e a Formação do Leitor, com Carmem Lúcia Bandeira (Fundação de Cultura da Cidade do Recife) e Clériston - artista gráfico pernambucano

Próxima segunda – Experimentação em Quadrinhos, com Shiko (PB) – artista referencial por seus trabalhos autorais

Próxima quarta (a da semana que vem) – Arte e Tecnologia; Comunicação e Educação, com Maria Arlete (Instituto Oi Futuro), Goretti Linhares (Coordenadora Executiva do Auçuba) e Fernando Duarte (Presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife)

No dia 1º de outubro – Ilustração e direitos autorais, com Nelson Cruz (MG) – o artista é um dos maiores nomes da ilustração nacional.

Dia 3 – O Humor Gráfico e a Mídia Eletrônica, com Manuela Costa – pesquisadora cuja tese de mestrado versa sobre as vinhetas da TV Globo que utilizam-se de humor com colaborações de artistas nacionais e Samuca – artista gráfico

Zine desta segunda

O beijo rodriguiano chega aos quadrinhos
Publicado em 17.09.2007 - Jornal do Commercio

Na última Festa Literária Internacional de Parati (Flip), a editora Nova Fronteira lançou simultaneamente uma edição trilíngüe da peça O beijo no asfalto e sua adaptação para os quadrinhos, assinada por Arnaldo Branco e Gabriel Góes. Um dos textos mais famosos de Nelson Rodrigues, que já foi até filme com Tarcísio Meira no papel de Arandir, voltou a ganhar destaque no mercado editorial e, mais uma vez em tão pouco tempo, pudemos ver nas livrarias uma nova adaptação que as histórias em quadrinhos fazem de um clássico literário brasileiro. A lembrar, por exemplo, dos recentes O alienista (Machado de Assis), por Fábio Moon e Gabriel Bá, e A relíquia (Eça de Queiroz), por Marcatti.

A edição de O beijo no asfalto em quadrinhos, é preciso dizer, parece ter saído um pouco às pressas para chegar quentinha à Flip, visto que falta um cuidado editorial – você sente principalmente a ausência de um texto de apresentação à obra rodriguiana.

Observações à parte, a adaptação do cartunista Arnaldo Branco e do ilustrador Gabriel Góes é um ótimo exercício da arte dos quadrinhos. Nelson Rodrigues, particularmente numa peça conhecida por pontuações que fogem à estrutura clássica de um texto teatral, não é o autor mais fácil de se colocar em imagens. Em se tratando de quadrinhos, onde é preciso redimensionar a fala para dar mais lugar à imagem, isso se torna uma tarefa de Hércules. O beijo no asfalto, fora dos palcos, exige um entedimento oral de ritmo próprio, e os artistas que selecionaram os textos e os transcreveram em arte seqüencial souberam lidar com essas particularidades.

O roteiro, dividido em três capítulos (a partir dos três atos em que a peça é escrita), foi bem adaptado e não há qualquer perda de conteúdo em relação à mensagem e à tensão própria da história de Arandir, o protótipo da vítima social em todos os seus níveis. A polícia corrupta, as disfunções familiares e a libido rodriguianas estão aqui representadas numa parábola da manipulação da mensagem.

O desenho, que em vários momentos lembra o traço um tanto xilogravurado de Flávio Colin, não se abre muito para devaneios e, talvez como que para controlar melhor a narrativa da obra original, termina um pouco comportado demais. Ainda assim, não deixa de ser uma percepção própria do que Nelson Rodrigues significa em nosso inconsciente cultural: o traço seco, talhado e cheio de sombras da família brasileira.

FIHQ - Alguns links

Portfólfio de Rodrigo Rosa, que levou a melhor na categoria quadrinhos.
Outros trabalhos de Vladimir Kazanevsky, o vencedor na categoria ilustração editorial.
Algumas caricaturas de Baptistão, um dos convidados este ano.

setembro 16, 2007

FIHQ - No JC deste domingo

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setembro 14, 2007

FIHQ - Mais imagens

Alguns dos trabalhos que você poderá ver no salão do Festival Internacional de Humor e Quadrinhos, que começa neste domingo. (Parte 2)

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FIHQ - Extra, extra!

Alguns dos trabalhos que você poderá ver no salão do Festival Internacional de Humor e Quadrinhos, que começa neste domingo. (Parte 1)

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setembro 11, 2007

FIHQ - trabalhos selecionados

Depois de horas de muitas dúvidas, a comissão julgadora chegou a um número final: foram 194 trabalhos aprovados (e olhas que eles imaginavam um máximo de 160) nas categorias de cartum, caricatura, charge, quadrinhos e ilustração editorial. Tema mais recorrente: aquecimento global, natualmente. Em charges, a crise aérea, claro, ganhou "asas". Segundo Lin, presidente da Acape, os cartuns do leste europeu arrasaram (galera da Eslováquia em particular) e alguns desenhos da China. De chamar atenção: uma caricatura de Carlos Drummond de Andrade feita com um tubérculo (Humberto, daqui do Jornal do Commercio, não conseguiu distinguir se era uma macaxeira ou inhame, mas disse que era um trabalho lindo, lindo, lindo). A comissão julgadora foi formada pelos artistas João Lin, Mascaro, Samuca, Ral, Humberto (chargista do JC), Clériston, Jarbas e Michela.

FIHQ - entrevista com Fábio Moon e Gabriel Bá

Uma palhinha da entrevista que, em breve, você lerá no Jornal do Commercio, com alguns dos mais talentosos quadrinistas brasileiros (e eles só estão começando...):

A oficina que você vão dar aqui no Recife chama-se "contador de histórias, não de piadas". Existe uma "pressão" para ser engraçado quando se faz quadrinhos no Brasil?

Fábio Moon: Não existe uma pressão, mas uma pré-concepção. A maioria da produção nacional (autoral) durante a ditadura era de humor, talvez para fugir da censura, e depois disso os autores migraram para os jornais, fazendo tiras de humor. As pessoas identificam essas tiras com Quadrinhos e acham que o quadrinhista faz humor. Nós contamos histórias, dramas, fábulas, com ou sem aspectos engraçados.

Gabriel Bá: É até ingenuidade e falta de conhecimento achar que Quadrinhos sempre são de humor. Nem mesmo Quadrinho infantil precisa ser humor, mas aqui no Brasil, é a regra. Isso acaba estigmatizando os profissionais, achando que todo mundo tem que ser Didi Mocó.

Que notas (e por que) vocês dariam à "crítica" em quadrinhos no Brasil?

Fábio Moon: De zero a dez, cinco. São bem intencionados, são apaixonados por quadrinhos, mas falta profundidade.

Gabriel Bá: De zero a dez, 3. Primeiro, é difícil ter uma crítica de uma produção tão pequena. Outro porque, na maioria, os críticos são fãs e muitas vezes perdem o olhar crítico da essência mesmo da história ou da técnica. O que se vê por aí são resenhas, resumos. Pouca coisa aprofundada mesmo.

setembro 03, 2007

Zine desta segunda

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A filosofia em pílulas de lenta digestão
Publicado em 03.09.2007 - Jornal do Commercio

O nome de Laurence Gane é um mistério. Na Amazon, maior site de compras do mundo, ele é autor apenas de um livro. No Google, idem. Vamos então à pequena nota no fim do citado livro do qual ele é autor para saber mais: professor de filosofia em Londres. Essa, parece ser de fato sua primeira publicação fora do eixo acadêmico. Qual o segredo para, em sua primeira investida no mercado literário, conseguir ser traduzido em espanhol e, agora, em português?

É simples: escolha uma personalidade de difícil compreensão do público leitor padrão (e se você é professor de filosofia, as escolhas não cabem nas duas mãos), quebre sua biografia em pequenos pedaços, de fácil entendimento, e jogue muitas imagens no meio. Se possível, insira elementos das histórias em quadrinhos, como conversas em balões.

Pronto, está dada a fórmula básica de Apresentando Nietzsche (R$ 34,90), livro que foi lançado recentemente no Brasil pela Relume Dumará, uma das parceiras da Ediouro. Os méritos de Laurence Gane são também os méritos de seus “colegas de trabalho”: Nietzsche e Piero. Respectivamente, uma das difíceis figuras do pensamento moderno e o ilustrador que desenha nesta edição. Segundo, Gane acertou na divisão do livro em tópicos, como Nietzsche e a revolução anti-darwiniana, a hipocrisia virtuosa, o espírito livre, a Alemanha nazista, a ética do nobre, do escravo, o bem, o mal. Pequenos textos tentam dar conta desses amplos campos de discussão.

É preciso pontuar que essas decisões editoriais – que são homogêneas em uma coleção com vários outros nomes – ainda não conseguem estirar Nietzsche na mesa como uma massa uniforme – porque talvez essa seja uma missão impossível. O livro termina refletindo um pouco essa estrutura cheia de camadas do pensamento e, em vários momentos, se torna confusa e não satisfaz nem aqueles interessados em uma leitura crítica nietzscheniana, nem os que estão ali para aprender o bê-a-bá de suas idéias.

De qualquer maneira, as ilustrações de Piero, ilustrador e designer gráfico inglês, para a figura já naturalmente caricata do filósofo alemão compensam muitas vezes o leitor de suas incertezas: Nietzsche de Cristo, Nietzsche pelos traços cubistas de Picasso, Nietzsche vestido de Zaratustra, seu personagem mais famoso.

E pode esperar por mais: a coleção inglesa que agora está sendo publicada no Brasil também traz Hegel, Kant, Foucault, Heidegger e ela, a teoria crítica.

 

.carol almeida
.dia: jornal do commercio
.noite: mestrado em mídia ativista
.tarde da noite: zuper blog!
.amanhecendo: sono

 
Angeli
Scott McCloud

 
now i just
i just got home
one evening
and i um
i was just walking home
and it was really horrible
snowing
cause I lived
on riverside drive
in harlem
in harlem
in harlem