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junho 30, 2008

Rex Mundi - Volume 2 Review

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Existem apenas três possibilidades: você pode ser o tipo Sherlock (percebe tudo em intricadas tramas de suspense e desvenda o mistério original antes da metade da história), o tipo Watson (tem particular interesse pelo gênero, mas prefere confiar na sagacidade de um amigo mais atento), ou mesmo o tipo Sem Noção, aquele que, embora tente, mal consegue achar a própria chave, que dirá uma revelação! Caso a opção seja “nenhuma das alternativas acima”, esqueça. A Paris do doutor Julien Saunière não é um lugar para você. Porque para ler Rex Mundi, é preciso um mínimo de curiosidade e espírito investigador. Um pouco de CSI não fará mal nessa hora.

Estamos falando aqui de O rio subterrâneo , o volume 2 da história que começou a ser publicada em novembro do ano passado pela Devir e que tinha uma semelhança indiscutível com os princípios conspiratórios de O código Da Vinci, algo que, como já foi dito antes nesta coluna, nada tinha de coincidência, visto que 1) Rex Mundi foi originalmente lançado antes do hit de Dan Brown e 2) venhamos e convenhamos, briga de poder e crimes relacionados aos segredos nunca revelados da Igreja não criam exatamente gênero novo na literatura.

O Volume 2 de Rex Mundi comprova que essas associações estão longe de se esgotarem. O roteiro de Arvid Nelson é todo redondinho e cheio de pequenas pistas, com especial destaque para as “reproduções” de jornais da época, ou seja, começo dos anos 30, na Europa pré-Segunda Guerra.

Agora já submerso até o pescoço com a investigação sobre a morte do sacerdote Gerard Marin, o médico Saunière, típico herói destemido com altas doses de ingenuidade, descobre algumas palavras-chaves para desvendar o verdadeiro significado da expressão Santo Graal. Em cena, os anagramas, os macabros e supersecretos rituais, o passado ligado à história antes e depois de Cristo, claro, a incessante busca pelo domínio do mundo. Mas tudo pode mudar quando, no finzinho desta edição e antecipando o que virá na próxima, o herói da trama tem seu “insight” derradeiro que, claro, sempre esteve “bem debaixo do meu nariz”.

A coisa poderia ficar óbvia demais não fosse Nelson um cara muito centrado em suas próprias investigações sobre o universo que liga à Igreja ao mundo laico. O desenho de traços finos de Eric J e a colorização metalizada de Jeromy Cox ajudam no conjunto dessa que parece ter sido uma intensa pesquisa bibliográfica.

E uma dica: é bom você não ter perdido aquelas aulas de História Geral.

» Rex Mundi – O rio subterrâneo custa R$ 43,50.

Texto originalmente publicado no Jornal do Commmercio (30.06.2008)

junho 28, 2008

The Dark Knight + 300

Nos Estados Unidos, já quase não há mais ingressos para as primeiras sessões de The Dark Knight, o novo filme do Batman com a aguardada atuação de Heath Ledger em seu último papel no cinema. Isso porque o filme só estréia no dia 18 de julho! Por aqui, na minha nada pacata cidade portuária, nada de ingressos por enquanto.

É possível que vocês já tenham lido algo sobre o prefácio e o prólogo que estão querendo fazer de 300, o filme. Vou apenas sublinhar aquilo que, imagino, esteja passando pela cabeça de quem leu a obra de Frank Miller: Hããããã?

Gibis provocam retardamettyteoaoksa...

A culpa não era de Jerry Lewis, era dos quadrinhos, CLARO!

Via ComicsReporter

Review - Local, Devir

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Uma confissão antes de mais nada. Na primeira folheada em Local, assim sem maiores referências à obra, a primeira impressão foi de um estranhamento, para não dizer intuitiva rejeição, aos traços pesados com personagens que parecem ser forçadamente pós-modernos.
Agora, um conselho: esqueçam a primeira impressão, porque Local não é amor a primeira vista, é namoro que leva tempo e, quando engata, fica difícil de deixar. E o que antes parecia um traço pesado, se revela forte e autoral (ainda que inspirado em clássicos pop que você já viu antes), e os personagens antes forçadamente pós-modernos se transformam rapidamente em pessoas que você conhece, vizinhos que, sim, são metidinhos e tal, mas são boa gente.

Os seis capítulos reunidos na edição que a editora Devir lança agora são um pequeno extrato desse mundinho de headphones dos novos errantes, a geração pós-pós-beatniks, de romances que precisam de fantasias para serem reais – sejam elas (as fantasias) músicas ou fotos de polaroid.

Os autores se chamam Brian Wood e Ryan Kelly. O primeiro talvez esteja no repertório de memória do leitor: Wood desenhou em 13 números de Geração X, de Warren Ellis, e levou o Eisner de melhor roteirista pela série DMZ (publicada por aqui pela Pixel). Ryan Kelly, o autor do traço forte deste título, tem uma formação mais voltada para a ilustração, embora tenha participado de alguns quadrinhos ainda não publicados por aqui.

A dupla aqui está em sintonia perfeita. Prova maior disso é quando a história praticamente não usa palavras e você percebe um exercício de roteiro cuidadoso no fluxo dos quadros. Cada capítulo se passa em um “local” distinto e, em comum, têm uma personagem: Megan McKeenan, jovem que cruza os Estados Unidos em busca de algo que não sabemos exatamente o quê. Nem ela. Ou seja, a trama tem todo um cenário indie que agrada em cheio a já citada turminha do headphone (e ao final de cada capítulo, roteirista e desenhista revelam suas playlists para cada história, em alguns casos, uma música para cada página).

Destaque para o primeiro capítulo, um roteiro no estilo Corra, Lola, corra (vários finais para um mesmo princípio) e para o último, pelos cenários e a inconclusiva decisão de nunca parar no mesmo lugar.

Vários textos extras, artes e esboços nas edições originais da americana Oni Press são reproduzidas aqui e dão um charme a mais ao álbum.

(texto publicado originalmente no Jornal do Commercio, 23.06.2008)

junho 22, 2008

Brickworld 2008

Novidades de Star Wars, Indiana Jones (back in fashion) e muito mais no blog que faz a cobertura completa do Brickworld 2008.
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.carol almeida
.dia: jornal do commercio
.noite: mestrado em mídia ativista
.tarde da noite: zuper blog!
.amanhecendo: sono

 
Angeli
Scott McCloud

 
now i just
i just got home
one evening
and i um
i was just walking home
and it was really horrible
snowing
cause I lived
on riverside drive
in harlem
in harlem
in harlem